domingo, 31 de outubro de 2010

O amor é foda

"Inspirado pelo filme A Suprema Felicidade de Arnaldo Jabor e pelos meus sentimentos atuais."

O amor é foda!
Sim ele é foda.
Mas não podemos deixar de amar.
Porque sem amor a vida não vai a nenhum lugar.
Ficamos soltos como uma bóia ao mar.
Esperando para ver pra onde a corrente há de nos levar.

Viver sem amar.
É como entrar no mar e não mergulhar.
Ficamos ali a boiar doidos para espiar,
Como é lindo o fundo do mar.
E quando mergulhamos, tentando encontrar,
Descobrimos como é foda amar.

Ele vem, mesmo que não venha a calhar.
Não adianta tentar se esquivar.
E se você tenta deixar de amar,
É como deixar de enxergar,
O que esta por baixo do mar.
Porque ta na tua pele, na alma e no olhar.
Esta escrito o quanto é foda amar.

Jabuti Master

sábado, 30 de outubro de 2010

São Paulo

Estou viajando e voltarei a escrever algo assim que vier a inspiração, até la postarei aqui algumas textos de artistas da cidade.

Planta da Pedra

Poesia
Ilka Maia

Minha alma tem raiz na pedra da rua.
Da rua que é minha e tua,
Paulista de verdade !
Sou planta da pedra e vivo da garoa
Que umidece a pedra da cidade !

Não preciso da sombra onde se escoa
A fonte e o arvoredo canta.
Não preciso do sol das montanhas, nem tampouco
Da brisa marinha.
Sou planta
Da pedra, amo a pedra
Da cidade que é minha !

Quero os viadutos e os parques e as praças !
Quero os arranha-céus rasgados de janelas
Que vigiam, calados como sentinelas,
Cheios de olhos acesos nas vidraças !

Quero os letreiros de cores
E as vitrines ansiosas
Enfeitadas feito mulheres escandalosas
De sorrisos traidores !
Quero as multidões estonteadas
Carregando os seus dramas
E arrastando murmúrios nas calçadas !...

É a cidade que eu quero ! Planta da Pedra,
Vivo da poeira e da garoa !...
E me sinto como se fora uma rainha,
Na rua que é linda, na rua que é boa !
Nem quero, do mundo, mais nada que a pedra
Da cidade que é minha !

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Saudade de Amar (Vinicius de Moraes)

Deixa eu te dizer, amor
Que não deves partir
Partir nunca mais
Pois o tempo sem amor
É uma dura ilusão
E não volta mais

Se tu pudesses compreender
A solidão que é
Te buscar por aí
Andando devagar
A vagar por aí
Chorando a tua ausência

Vence a tua solidão
Abre os braços e vem
Meus dias são teus
É tão triste se perder
Tanto tempo de amor
Sem hora de adeus

Oh, volta
Que nos braços meus
Não haverá adeus
Nem saudade de amar
E os dois, sorrindo a soluçar
Partiremos depois

Vinicius de Moraes

Days of mental captivity

Every sorrow has a bit of revenge,
Like the rests of my work hand.
Tired of chasing the happily end,
On the days of mental captivity.
When my eyes can barely see,
The happily end has to be.

But strong, i still chasing,
The hapiness designated to me.
With pacience, i'm still growing,
The love that you cant see.
But i’m sure you will see.
Like a boat when found in the sea.

Jabuti Master

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Bahamut o dragão

Será este gato, com cara de vaca, um dragão?
Acho que na verdade ele é um ladrão.
Pois toda hora tenta roubar nossa atenção.
Mesmo que seja com uma mordida ou arranhão.
Será este gato um dragão?

Ele tem um cavanhaque padrão,
Daqueles de vigarista de plantão.
Sempre tenta escapar pelo vão,
Quando não estão prestando atenção.
Será este gato um dragão?

Jabuti Master

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Onde esta minha pérola?

Onde está você minha pérola?
Ainda na concha, ela espera.
Envolta em pensamentos minha bela.
Suas emoções circulam como uma esfera.
Circulam? Mas também pudera.
Pois nem tudo é primavera.

Você merece uma capa em madripérola.
Tão bonita que só ela.
Para proteger-te da atmofera.
Que exarcebou minha espera.
Para um dia encontrar minha donzela.
Onde esta minha pérola?

Paciente espero por ela,
Pois sei o quanto é bela.
E se um dia à sua concha você voltar.
Mergulharei outra vez em minha espera,
Pois sei que após ela.
Vou encontrar minha pérola.

Jabuti Master

Rua de Sensações

Poesia escrita em 21/06/2006 na cidade de Pirenópolis - GO.

Daqui eu tenho os olhos voltados para a igreja,
Na rua vejo as pedras pisadas pelo tempo,
Daqui eu tenho os ouvidos voltados para as cavalgadas,

Na rua ouço as cavalhadas em seu esplendor,

Daqui eu tenho as narinas voltadas para a natureza,

Na rua cheiro o orvalho sobre as arvores robustas,

O fogo desta terra destrói a minha farsa,
Erguida no estio, talhada sob o vento.
E eu, com a face nua, entregue, sinto fome,
Pois sei que em algum lugar esquecem do meu nome.

Jabuti Master